Quando passo por um perrengue, dá uma vontade de desabafar….

Contar para os amigos pelo que estou passando, simplesmente pôr para fora.

Fico na expectativa de opiniões, como base para tomada de decisão, mas na maioria das vezes, quero apenas falar.

Falar… GRITAR mesmo! Para que saia a dor, o incomodo, a dúvida, o monstrinho que esta sendo criado lá dentro.

Há pouco passei por um “perrengue”, doía pra caramba e então resolvi dividir com algumas pessoas que amo.

Encontrei uma amiga, que respeito muito por suas opiniões maduras e sensatas, e resolvi dividir com ela meu “monstrinho”, comecei a contar e de repente não era mais eu que estava falando.

Passei a somente a ouvir… eram as histórias de minha amiga, em situações similares a minha. Puxa, nem tinha contado tudo e lá estava ela falando sobre suas mazelas.

OK, OK! Não fiquei chateada não, gosto, já me acostumei e dou muito valor ao “ouvir”, mas isso me intrigou.

Depois, encontrei outro amigo, este super espiritualizado.

Comecei a contar e ele logo começou a me interrogar, fazendo várias perguntas sobre coisas que deveria fazer a respeito, mas tudo o que sugeria já tinha feito ou era inviável.

OK, OK! Também não me incomodou, porque sou muito autocrítica e aceito bem os questionamentos, me fazem refletir…, mas isso também me intrigou.

Então encontrei mais uma amiga, a terceira, na verdade uma irmã, e ela me ouviu, ouviu até o fim, tudinho, apenas me escutou olhando nos meus olhos…

No final minha amiga-irmã falou: entendo bem como se sente, e acho que precisa de ajuda, quero que saiba que estou aqui, mas recomendo este lugar, dê uma olhada sem compromisso, de qualquer forma poderá sempre contar comigo, apenas me diga como posso ajudar.

OK, OK! OOOOK!!!  ISSO FOI DEMAIS!!!!

Foi inevitável parar e comparar as três experiências.

Todos meus amigos, todos amorosamente tentando me ajudar, mas o efeito de eu poder desabafar, para alguém que estava ali, por mim, naquele momento, só me ouvindo, foi incrivelmente importante.

FOI LIBERTADOR, o monstro já não estava dentro, podia olhar pra ele e encará-lo e sabia que no momento que precisasse teria colo.

Então, qual a diferença? Todos foram amigos e estavam lá para me ajudar?!

Fiquei intrigada, mas a resposta veio. Veio numa palestra sobre a diferença entre Simpatia e Empatia.

As pessoas normalmente, incluindo eu, são SIMPÁTICAS.

Querem te ajudar da maneira que elas sabem, querem e podem e colocando estas condições a você.

Por vezes sugerindo soluções, por outras, trazendo exemplos de suas vidas de como resolveram o problema, ou mesmo de como ainda mantêm o monstro dentro delas.

Descobri que a melhor maneira de ajudar é sendo EMPÁTICA!

Simplesmente se colocando no lugar da pessoa, ouvindo o que ela tem a dizer, tendo compaixão pela condição dela e estando disposto a ajudar.

Primeiro perguntando: de que forma posso ajudar? E não impondo suas condições.

Claro, que nem sempre poderemos fazer o que a pessoa espera. Isso pode estar fora de nossas condições ou ir contra nossos valores. Também não podemos nos prejudicar.

Enfim… Foi bom demais descobrir que a melhor maneira é SER EMPÁTICA! E deu uma vontade tremenda de dividir isso com vocês.

CONTE SUA HISTÓRIA PARA A MARIA TE VIU!

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