Tenho a maternidade como algo Divino e sagrado, que vai muito além da procriação e mesmo dos desejos oriundos da nossa cultura.

Fui mãe aos 25 anos e minha filha, pela primeira vez, aos 24 anos e, com isso, tenho a graça de ser avó ainda disposta para pular amarelinha e brincar de pega-pega.

Acho engraçado quando recebo elogios por ser tão nova, não aparentando ser avó, porque tenho plena consciência e muito orgulho da minha maturidade.

Diante de tantos comentários, despertou em mim questões como: o que é normal, o que é indicado para a maternidade? E descobri que sou totalmente a favor do fora do padrão.

maria-te-viu-ser-mae
Paula Paladino e seus bebês, Leonardo e Felipe, logo após o nascimento do caçula em junho de 2017

Existe afinal idade certa para ser mãe e consequentemente avó?

Não, não e não!

Que cada mãe, juntamente com seu parceiro, ou até mesmo na sua produção independente, possa ter a liberdade para ser mãe no seu momento, que é único, considerando todo seu contexto de vida.

Respeitando seus valores, nas condições que julga adequadas e sendo consciente de que em cada fase da vida, ser mãe, traz vantagens e desvantagens, não somente para ela, mas para toda família.

E fundamentalmente, que esta mãe tenha maturidade e condições o suficiente para assumir esta responsabilidade, não acredito que adolescentes estejam prontas para a maternidade.

Cada vez mais conheço mães acima dos 40 anos

Na época que engravidei, já era bastante comum as mulheres ganharem seus bebês aos 30 anos, mas agora, conheço cada vez mais situações com mães aos 40 anos ou mais.

Não estou falando somente de mães na sua segunda ou terceira gestação, mas sim daquelas na sua primeira gravidez.

Os fatores são claros:

  • Novos tratamentos de fertilidade e inseminação
  • Maior número de mulheres com curso superior
  • Mulheres empoderadas investindo em suas carreiras
  • Aumento do custo da gravidez e da educação e saúde infantil
  • Preferência por relações estáveis e mais consolidadas para gerar um filho

Os riscos são calculados

As mães que optam pela gravidez mais tardia têm plena consciência dos riscos, estes amplamente divulgados.

Alguns médicos não escondem suas preferências pelas mães jovens. Trabalham com estatísticas e sabem que tanto a mãe, como o bebê, têm mais chances de doenças.

O bom é que cada vez mais, temos médicos e cientistas, que leem a estatística de outra forma.

Entendem que a vida não é feita apenas do aspecto físico e estudam, trabalham e lutam para que mulheres possam realizar seu sonho de maternidade no melhor do seu momento e nas condições de menor risco possível.

Devemos considerar todo contexto da vida atual

O aspecto físico deve ser respeitado, mas tudo deve ser colocado numa balança.

Antes de formar uma família as mulheres ponderam:

  • As condições emocionais para assumir esta enorme responsabilidade
  • Condições financeiras para arcar com a educação, saúde e conforto da criança
  • Investimento nos estudos e na carreira
  • Ter um parceiro estável e não desejar a produção independente
  • O desejo de engravidar, muitas mulheres optam por não serem mães e num dado momento mudam de ideia

Isto sem falar nos casos de infertilidade do casal, atrasando a sonhada gravidez.

Quanto mais vivo, mais vejo oportunidades

Não raro tenho conhecimento de mulheres que, no passado haviam desistido de engravidar e hoje, graças a algum novo tratamento, renovam as esperanças e engravidam.

Tenho amigas da minha idade ou mais, estou com 51 anos, que têm filhos de 18, 15, 10 e até de 05 anos.

Pesquisas apontam que as mães acima dos 40 anos têm como vantagem:

  • São mais resolvidas, com suas carreiras estabelecidas
  • Família mais estável, com maior probabilidade de ter encontrado seus parceiros de vida
  • Mais condições de dedicarem mais tempo para o bebê
  • Uma abordagem mais madura e menos emocional para a criação dos filhos
  • Suas crianças são mais comportadas e melhor sociabilizadas
  • Também são emocionalmente mais saudáveis
  • Têm mais acesso às educação e ensino

Mesmo sabendo que, se minha filha optar por engravidar também aos 40 anos, eu não terei mais condições de brincar de pega-pega, ainda apoio e, com certeza, não somente eu, mas toda família daremos nosso melhor e todo nosso amor incondicional a mais este bebezinho.

São tantas as possibilidades

Quando falo em engravidar, também leia-se adotar. Dentro do meu coração, é somente o meio do bebê chegar.

Outro aspecto pouco falado, estão prometendo maior longevidade, já falam que nossos filhos chegarão aos 100 anos e nossos netos a 150 anos. Neste contexto, a gravidez será sempre revista.

A ciência já entende que mulheres até 55 anos podem receber ovos e embriões por inseminação, sem maiores riscos, desde que tenham seus óvulos congelados…. Mais oportunidade aqui!

A qualquer momento, no momento da mãezinha, ou no momento de Deus (assim acredito), que venha o bebezinho para alegrar nossas vidas.

Quer saber mais?

Leia estas referências:

Over 40s 'have more babies' than under 20s, by James Gallagher - Health and 
science reporter, BBC News website
Having a baby past 35: What women should know, by Ashley May - USA today network, 
USA TODAY
More Women Over 40 Are Having Babies – by Jaclyn Trop - WORK-LIFE BALANCE – 
FORTUNE

Pós-menopausa precoce, fiz produção independente e engravidei aos 40 anos por 
Amanda Serra - Gravidez e filhos - UOL

CONTE SUA HISTÓRIA PARA A MARIA TE VIU!

COMENTE

Por favor, digite seu comentário

Por favor, digite seu nome aqui