Sabe quando um assunto começa a borbulhar na sua cabeça?

Do nada, pessoas comentam a respeito, aparece na TV, jornais e revistas e, por vezes, até naquele livro “nada a ver com o assunto” que você está lendo.

Gente! Parece até assombração…

Caso fosse, acho que seria mais light, mas quando acontece isso, pelo menos comigo, é porque meu consciente já está gritando: olhe para isso, você já está pronta para trabalhar emocionalmente com isso!

E dói um tantinho nos depararmos com isso, crescer dói.

O tema da vez é a MATURIDADE

Ou melhor, o quanto o avançar da idade nos afeta emocionalmente.

Além de modificar nosso corpo, nossa disposição e sono, muda o comportamento das pessoas a nosso respeito e, principalmente, as frustrações dos sonhos não realizados e do que deixamos para trás começam a incomodar demais.

Da overdose do tema, que andou caindo no meu colo estes últimos dias, o que mais se encaixou à minha realidade foi a história do sábio percorrendo o caminho de ida e de volta para o cume do platô.

Senta que lá vem história…

A subida para o platô

Um jovem, para alcançar seu sucesso pessoal, precisa subir até o cume de um platô.
Como a jornada é difícil, ingrime e com muitos obstáculos, para ele conseguir chegar com mais desempenho, vai deixando coisas pelo caminho.

Abre mão de sonhos e de desejos, descarta pessoas, que julga não acrescentarem nada na sua jornada, e é obrigado, inúmeras vezes, a escolher percursos entre muitas alternativas.

O cume do platô

Quando chega ao topo, vive a plenitude, seus melhores anos e se sente realizado. Vive como se não houvesse amanhã.

Está lá com o máximo que conseguiu, e está feliz consigo mesmo por ter chegado. Realizou muito, aprendeu demais com o percurso de subida e agora vive plenamente suas conquistas.

Mas chega um momento que se dá conta que precisará descer, não há escolha! O envelhecimento faz parte de sua jornada, não há o que faça que o impeça da necessidade de descer.

A descida do platô

Conforme desce, caminhando agora, não para a plenitude, e sim para o final da jornada; começa lentamente a perceber, que a estrada é mais tranquila, que durante a descida não terá mais tantas opções.

Seu corpo aos poucos fica mais lento, sua aparência menos atraente (dentro dos padrões de beleza da sociedade em que vive) e as oportunidades e desafios minguam, mesmo quando ainda os deseja e busca.

Então, num dado momento, começa a se recordar de tudo o que precisou deixar para trás para conseguir subir rumo ao cume do platô, e como, em alguns casos, não consegue mais ter oportunidades, se deprime.

Vem a frustração dos sonhos não alcançados, dos desejos não realizados e muitas vezes, sente na carne, os efeitos de não ter se preparado para este momento de descida.

Ele não se preparou integralmente para isso, negligenciou sua saúde, suas reservas financeiras e nunca imaginou que seriam tão poucas as oportunidades.

A escassez

Dentro da cultura que ele vive, do cultivo à jovialidade e do tratamento dado aos idosos, como se quanto mais maduros, menos inteligentes e mais lentos se tornassem; vem o sentimento do não pertencimento e da escassez.

Algumas pessoas que estão nos caminhos de subida ao platô ou já gozando da sua plenitude no cume, passam a olhar para ele como uma criança com rugas, como se não fosse capaz de desenvolver nada mais complexo.

E conforme vai chegando no final da estrada, começam a tratá-lo como criança, quando apenas ele precisa de mais cuidados, devido à fragilidade de seu corpo físico.

Esquecem que sua alma ainda é vigorosa, e estando saudável, sua mente é sábia!

Sim, quanto mais maduros ficamos, mais sábios somos, ainda mais quando nos permitimos, ao longo da vida, vivenciarmos e realizarmos o máximo possível.

O sábio

O percurso de descida o tornou enrugado, mas ele tem tanto para ensinar…

Se aqueles que sobem ao cume, o tomassem como mentor, poderiam poupar tanto esforço!

Por ser sábio, num momento mágico, se deu conta que internamente ainda é o mesmo, as pessoas o viam e tratavam de forma diferente, mas ainda era o jovem da subida, o vigoroso do cume e, agora também, o sábio do platô.

Assim, conseguiu superar as barreiras da escassez e vigorosamente continuou a buscar alternativas e se colocar a disposição daqueles que o reconhecem como sábio.

Passou a ver sua vida com novos propósitos, e descobre que a verdadeira sabedoria está em ser feliz e compartilhar.

Pois a felicidade é um estado de espírito e quanto mais compartilhamos, mais temos e mais sábios nos tornamos.

Quer ler mais sobre maturidade, com uma abordagem mais feminina? Sugerimos que leia: Mulher Madura.

 

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