Sensacional quando entramos numa situação não esperando agregar algo de novo, mas saímos mexidos, renovados e gratos pelo contato com o desconhecido.

Participei de algumas reuniões, mas uma delas foi inesperadamente especial!

Um grupo de empreendedores, com uma visão de negócios inovadora e colaborativa e voltados para a nova economia, se reúne com frequência.

Invariavelmente o encontro se dá no espaço do negócio de um deles.

Estávamos ainda mais animados para este encontro, já que seria no interior de São Paulo, numa ONG que trabalha com cavalos e bem fora da realidade da maioria de nós.

A expectativa era de termos atividades lúdicas com cavalos entre as reuniões, mas fomos surpreendidos. com muito mais, desde a nossa chegada…

O lugar é realmente lindo e bem cuidado!

Cavalos, cocheiras, muito movimento, crianças, mães voluntárias, fisioterapeutas, instrutores, todos ao ar livre integrados e focados.

Quanto mais observava o ambiente, mais fui me envolvendo, surpreendendo, aprendendo e me emocionando.

No centro das atenções crianças e adolescentes com alguma deficiência física.

Como instrumento de tratamento, os cavalos.

E no apoio amoroso e apaixonado, os profissionais e voluntários.

Conhecemos um rapaz com síndrome de down, que através da equoterapia, deixou de lado sua timidez. Fez uma demonstração de equitação num circuito e nos encantou com sua alegria.

Uma criança de cinco anos com paralisia cerebral, que não fala, não anda e não coordena seus movimentos, estava passando por seu tratamento semanal.

Pudemos notar claramente a mudança na sua fisionomia ao montar na doce égua. Era pura alegria e prazer.

Sua fisioterapeuta nos explicou que o galope da égua estimula o cérebro do menino, da mesma forma que o caminhar humano, com isso ele sente o mesmo que sentimos ao caminhar.

No final das atividades, quase indo embora, alguns de nós fomos apresentados a uma linda amazonas com cerca de 25 anos, que cuidava de seu cavalo, escovando com carinho.

Quando ela começou a contar sua história, percebemos sua ligeira dificuldade em falar.

Ela sofreu um AVC aos 8 anos de idade, foi dada como incapaz, ficaria invalida numa cama para o resto da vida, mas conheceu o Instituto Passo a Passo aos 10 anos e sua vida, aos poucos, foi transformada.

Sim, através dos tratamentos desta ONG, hoje ela não somente anda, como cavalga lindamente e é uma atleta.

No caminho de volta, vim trabalhando meus sentimentos.

Logo veio o desejo de agradecer, pela oportunidade de conhecer aquilo tudo, que por não fazer parte do meu universo, me fez descobrir algo que não sabia que não sabia e que me transformou.

Gratidão pela experiência de vivenciar o trabalho colaborativo, de amor incondicional, entre animais e crianças e adolescentes com necessidades especiais, é o bem doar e o bem receber.

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Sandra Paladino no Instituto Passo a Passo

Importante: os relatos são baseados em fatos reais onde os nomes dos envolvidos são omitidos

Conheça e coopere: Instituto Passo a Passo – Equoterapia

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