Desabafei, falei mesmo, coloquei tudo pra fora, falei tudinho o que estava engasgado aqui, pronto, agora estou melhor.

Só que não…

Claro, porque não falei para quem deveria falar; o que saiu na hora não foi o que realmente estava sentido; e a hora foi totalmente inadequada.

Justo eu que trabalho tanto meus sentimentos, vivo de me autoconhecer, senti raiva.

O desabafo e a frustração andam juntos

Você pode pensar, pelo menos desabafou, eliminou a raiva. Sim, parecia que tinha jogado pimenta no meu cérebro e que precisava cuspir fogo para aliviar.

Na realidade produzi um ato totalmente inadequado, sem propósito.
Confesso, fui contrariada, daí veio a frustração e humanamente culpei o outro.

Olha só que cadeia de horror que produzi

Os desabafos são filhotes da raiva, normalmente sentida quando somos contrariados, quando nos frustramos.

Coloquei uma expectativa em minha cabeça, com base nos meus desejos, conhecimentos, padrões mentais e crenças e planejei uma realidade que não aconteceu.

A frustração era tão intensa que precisava me expressar

Os sentimentos eram tão intensos, que começaram a criar forma no meu corpo. Sentia o coração disparar, o estomago embrulhar e a boca secar.

Tinha que falar, então peguei o primeiro “cristo” que estava na minha frente.

Falei, falei e falei, sem considerar que as palavras têm poder. As palavras podem curar, mas quando são inadequadas, podem ferir e até matar.

Consequência

Palavras ao vento

Poderia ter sido tudo diferente, se antes de me expressar tivesse tomado mais consciência dos meus sentimentos, poderia ter me responsabilizado por eles.

Devia ter procurado entender porque as coisas têm que acontecer exatamente como quero.
Quantas vezes planejo e acontece algo mil vezes melhor?! Daí não me frustro, né?!

Então, por que quando o resultado é negativo não encaro como aprendizado?

O que aprendi de tudo isso

Senti vergonha de mim mesma, e se agora não tivesse, finalmente, tomado a consciência dos meus sentimentos, estaria até agora me sentindo culpada.

Tive compaixão de mim mesma, me perdoei. Agora estou sem culpa ou remorso, mas não esqueci. Guardei o suficiente para aprender a lidar melhor com as frustrações.

Existem frustrações realmente importantes, que devem ser consideradas, principalmente as originadas de problemas fora da ordem natural das coisas, como a mãe que perde um filho, a traição, as tragédias, etc.

E mesmo assim, vale a pena uma reflexão, para que o desabafo seja consistente, com palavras que agreguem valor e promovam o equilíbrio.

Que os resultados de nossas ações sejam sempre edificantes!

CONTE SUA HISTÓRIA PARA A MARIA TE VIU!

 

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