Vou logo contando o “x” da questão, assim você vai rindo desde o início do texto:
Fiquei trancada no banheiro de casa!

Hahaha, pode rir, eu estou rindo… Agora, né?! No dia nem pensar de vir alguém tirar sarro, foi tenso.

Há pouco mudei de casa, e nestas ocasiões sempre ficam coisinhas, aqui e ali para fazer, no começo aquela correria, queria resolver tudo logo para ter o lar perfeito.

Mas confesso que fui diminuindo o ritmo e aquela maçaneta do banheiro de visita, que não encaixava e caiu algumas vezes no chão, ficou para depois.

Até que um dia, caiu com uma pessoa usando o banheiro (sorte que eu estava em casa), daí achei que estava na hora de resolver este assunto.

Deixei a maçaneta em cima da mesa para não esquecer do assunto…

No dia seguinte era meu dia de Dita, meu nome de guerra para aqueles dias em que deixo minha casa limpa, cheirosa e arrumada.

E “euzinha” lá, caprichando em cada cantinho, e quando cheguei no banheiro, não foi diferente, tirei tudo de dentro para nada atrapalhar a limpeza, e comecei a varrer quando escutei um barulho familiar.

Sem ter visto nada, pois estava de costas para a porta, sabia o que tinha acontecido, a porta tinha batido com o vento! Minha respiração, na hora, ficou ofegante, comecei a tremer ligeiramente e pensei: que merda foi que eu fiz!?

Então, como uma águia, olhei tudo ao redor, buscando algo para me salvar.

Celular? Que pessoa leva o celular para limpar o banheiro?

Pensa rápido, pensa rápido e se acalma, eram os comandos para o meu cérebro.

Antes que me esqueça, sim, moro sozinha!

Pensei, tenho água, então não vou morrer até que alguém dê falta da minha pessoa, mas isso não me tranquilizou. Simplesmente, odeio lugares fechados e pequenos ou apertados, tenho uma ligeira claustrofobia.

Tenho que sair daqui, janela, isso, vou pular a janela… Muito alta, sem chance de escalar! Ufa, esqueci aqui o banquinho que fica debaixo da pia. Fui até a janela cheia de esperança, mas ainda tremendo.

Droga, o banquinho era baixo demais para conseguir pular, mas podia ver tudo do outro lado, a vista era para a área de serviço.

Novamente estudei o ambiente, agora da área de serviço, e avistei um cabide de metal, daqueles bem simplesinhos que usava para pendurar minhas camisas para secar no varal.
Como pegar, como alcançar? Viva! A vassoura, o cabo da vassoura me salvou.

Peguei o cabide, com força desmontei, me sentindo a própria MacGyver (para os mais novos, clique aqui que entenderão).

Encaixei o arame dobrado no buraco onde deveria estar a maçaneta, mas ficou dançando lá dentro… Esta solução não ia funcionar… E novamente a claustrofobia deu o ar da graça.
Respira, respira… OMMMMMMM… Respira! Como minhas técnicas de meditação não funcionam? Como?! Preciso sair daqui!

Volto para a janela, desta vez vi a escada no canto de sempre, será? Será que consigo pegar a escada com o cabo de vassoura?

Não é que deu certo?!

Agora tinha uma escada, não me pergunte como consegui! Mas em segundos ela estava lá na minha frente.

Subi e desci várias vezes, tentando várias posições que me eram possíveis fazer para pular ali, sem me arrebentar.

Cheguei à conclusão, que qualquer maneira que escolhesse, ia me arrebentar do outro lado, certo que alguma coisa ia quebrar, mas ia sair.

Engraçado, quando tive a consciência de uma possibilidade real de sair de lá, mesmo que ruim, me acalmei. Minha intuição falou que teria, pelo menos, 24h até ficar com muita fome ou frio ou sei lá o que, até resolver pular e me arrebentar, enquanto isso ia pensar em outra solução.

Mais uma vez em cima do banquinho olhando pela janela, vi outro cabide! Salvação!!!

Desmontado e unido com o outro, mesmo assim ficavam com folga, destruí a toalha enrolando para dar volume, a molhei para não escorregar, até que completei com os pauzinhos do aromatizador, que como o banquinho, havia esquecido no banheiro.

maria-te-viu-trancada-no-banheiro
Prova do crime 1
maria-te-viu-trancada-no-banheiro
Prova do crime 2

Arrebentei minhas mãos até ouvir o clique da lingueta e me libertar.

Moral da história? Afinal, se você leu até aqui merece!

1. Fiquei toda roxa por causa das tentativas de pular.
2. Recordei do MacGyver , adorava….
3. Entendi que a responsabilidade era minha e não da linda da maçaneta, e que quando algo quebra na sua casa, logo se conserta, ainda mais quando se mora sozinha.
4. Quanto mais rápido consertamos, menor o prejuízo (isso serve para tudo na vida).
5. Cheguei à conclusão que carregar o celular, como se fosse uma extensão ao seu corpo, não é de todo mal.
6. Dei os parabéns para mim mesma por não ter pulado logo de cara, me dei a chance de fazer algo melhor.
7. A possibilidade ruim, de pular, foi uma benção, pois me acalmou o suficiente para pensar na fuga ideal. Fiz do limão a limonada.
8. Preciso tratar minha claustrofobia.
9. Até que me dei bem sozinha….
10. No final, me divirto até hoje contando esta história (rindo “até 2020″… hahahaha).

REFLITA SOBRE AS EXPERIÊNCIAS QUE VOCÊ VIVE, PODE TIRAR MUITAS LIÇÕES E CORRIGIR ROTAS.

CONTE SUA HISTÓRIA PARA A MARIA TE VIU!

2 COMENTÁRIOS

    • Simmm! Isso que queremos compartilhar na Maria Te Viu, exatamente o que escreveu!
      Cá entre nós 2, ainda morro de rir sempre que lembro desta história… Limpeza em casa, agora só com o celular no bolso, hahaha!

COMENTE

Por favor, digite seu comentário

Por favor, digite seu nome aqui