Esta definição: espiritualista, mas não religiosa, demorou muitos anos para ser construída, diferentemente do que imaginou uma amiga hoje.

Há muitos anos não nos víamos e não tínhamos notícias uma da outra, o acaso nos colocou num mesmo evento.

Muitos assuntos rolaram neste reencontro, e percebemos que já não éramos as mesmas pessoas.

Nos conhecemos num curso religioso, quando chegamos neste tema soltei meu famoso jargão: atualmente me considero espiritualista.

Ficou claro que ela não entendeu, achou que eu tinha largado tudo e não estava dando mais atenção a isto.

 

A verdade é bem diferente

Resolvi compartilhar esta história, por acreditar que algumas pessoas também têm este sentimento.

Você pode se conectar comigo, apenas por empatia, mesmo não concordando, ou porque está no mesmo barco.

Eu era muito dedicada, estudiosa e curiosa com relação à religião que escolhi, até que me deparei com algo assim dito pelo criador da minha religião: vocês não devem se limitar ao que está registrado por mim, devem continuar a estudar e a entender a espiritualidade.

Isto fechou com o que vinha sentindo!

 

O espírito que é puro amor

Tenho algumas verdades com relação à espiritualidade, que serão difíceis de serem mudadas.

Acredito que:

  1. Além do nosso corpo físico, temos nosso corpo sutil e nosso espírito. A vida transcende ao tangível.
  2. Nosso espírito vive eternamente. A vida transcende além do imediato, do aqui e agora.
  3. Por essência, nosso espírito é puro amor! Assim somos semelhantes à Deus.
  4. Somos seres espirituais únicos. Nossa relação com Deus é subjetiva.
  5. Estamos conectados com algo maior, ao Divino! Que não está ligado necessariamente à vivências religiosas.
  6. Espiritualidade não tem que ser obrigatoriamente desenvolvida através de uma religião.

 

Espiritualidade é um sentimento que está em nós

Sendo, em espírito, um ser único e com uma relação de desenvolvimento, complexidade e consciência com Deus própria, vivo e acredito no que sinto como “Deus em mim”.

Será que o Deus que eu acredito é o mesmo que você acredita? Mesmo que frequentemos o mesmo espaço religioso e dentro da mesma religião?

Em uma determinada época da minha vida Deus era tão físico, eu era tão materialista… Hoje sinto Deus no meu emocional e mental, e quero trabalhar muito para sentir Ele de forma totalmente desapegada e transpessoal!

Ninguém sente “Deus em si” da mesma maneira que o outro.

 

Mesmo assim, acredito na importância das religiões

Somos seres coletivos, temos a necessidade de nos conectar, estarmos em tribo e nos sentirmos pertencer.

Frequentar uma casa religiosa nos facilita o entendimento de muitas coisas, contamos com verdadeiros sábios compartilhando suas experiências e compartilhamos as nossas.

Podemos nos dedicar a atividades e termos acesso a percepções, vivenciar e exercitar nossa ligação com o Divino.

E por isso, continuo a frequentar o mesmo lugar religioso que conheci esta minha amiga, além de outros lugares bem diferentes.

Porém, uma coisa importante mudou, trabalho minha espiritualidade de forma personalizada, procurando manter meu espírito livre.

Aquilo que é dito e praticado e faz sentido para meu espírito se torna verdade, do contrário, respeito, mas descarto.

 

Amo a liberdade de escolhas e o respeito o diferente

Escolhi ser livre de dogmas e doutrinas religiosas, de ir agregando como verdade espiritualista aquilo que sinto e vivencio.

Confesso que tenho fé em muitas coisas que não tenho certeza de serem verdadeiras, mas que me fazem bem sentir assim, até que me provem o contrário.

Acredito que já está na hora de falarmos sobre espiritualidade sem polarizarmos, por isso, me senti confortável em contar esta história para você.

“Espírito é o próprio amor, sem limitações. O espírito está além de qualquer descrição.”

Ken Wilber

 

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