Em busca de respostas, com relação a algumas coisas que vinham me perturbando, fui até uma casa espírita (kardecista).

Haviam me passado boas referência, com isso tive confiança e muita fé.

Foram dois dias em seguida, fiquei lá durante os trabalhos e saí sem respostas.

Estava buscando as respostas fora de mim

No final do segundo dia, já em casa, resolvi sentar e fazer uma bela reflexão sobre isso tudo, não me conformava de ter saído de lá sem nada.

Quando minha menina mimada descansou (minha criança interior), ficou claro que estava buscando uma solução no externo, fora de mim.

Esperava que, magicamente, alguém viesse até mim e me desse respostas diretas, mas o que vi lá foi algo bem diferente.

Vi algumas pessoas com indagações como as minhas, e muitas com indagações muito mais complexas, difíceis e pesarosas do que as minhas.

Também vi muitas pessoas doentes; física, emocional e espiritualmente. Estavam lá buscando a cura, para elas, seus entes queridos e até mesmo para seus animaizinhos.

De outro lado vi trabalhadores voluntários, em tarefas incansáveis de doação: atendimentos, consultas espirituais, aplicações de passes, reiki e cromoterapia, cirurgias espirituais, exposições e músicas cantadas ao vivo, como um louvor discreto, apenas tocando as almas.

Acima de tudo vi muita fé, verdade e amor.

Todas aquelas pessoas estavam lá recebendo suas respostas

As respostas vinham nas conversas nas filas, corredores e intervalos com outros assistidos, com as exposições de casos com a amorosa explicação e, principalmente, com os sentimentos e sensações dos tratamentos recebidos.

Era tudo silencioso e amoroso, tantas pessoas, que só uma excelente organização poderia dar conta. Fiquei apaixonada pelo lugar.

Mesmo quando saí de lá, achando que não tinha respostas, era impossível não sentir nada além de carinho atenção e amor.

Qual seriam então as minhas respostas?

Já consciente de que as respostas viriam do meu eu, minha voz interior resolveu falar, normalmente ela sussurra no meu ouvido, mas desta vez ela gritou: HUMILDADE.

Uma única palavra que respondeu tantas perguntas.

Sim, esta é a resposta! Humildade em reconhecer que “nada sei”! Preciso estudar e debater com quem tem os mesmos interesses que eu e que possam e queiram compartilhar.

Humildade para trabalhar infinitamente meu autoconhecimento, reconhecendo minhas fraquezas e limitações; não por isso me deixando subjugar.

Humildade implica em desenvolver várias virtudes

Recebi, naquele momento, a humildade, como um manto que se veste vagarosamente, sentindo cada parte dele tocando no meu corpo, na minha alma e no meu coração.

Este valor, que é mais um modo de vida, nos obriga a escolher estar neste estado todos os dias, com muita coragem, paciência e responsabilidade.

Para mim, ser humilde, é ser humano na minha mais verdadeira essência e, com isso, ser Deus em mim! Sendo Deus, devo agir conforme minha consciência conectada com Divino e objetivar no que me falta para ser um humano cada dia melhor.

Não tem nada de extraordinário em ser humilde

Como humanos, devemos ser assim, e ser na integridade, em todas as situações e lugares.

Seja simples, faça o bem e o certo, mesmo quando ninguém está olhando, livre-se de tudo que é inútil e tome consciência do que realmente precisa.

Seja empático, ouça com carinho e retribua com sabedoria, simpatia e modéstia.

Era isso que todos estavam sendo naquela casa, humildes, tanto os assistidos como os trabalhadores.

Aprendi muito nestes dois dias!

“A humildade é a única base sólida de todas as virtudes. Não corrigir nossas faltas é o mesmo que cometer novos erros. “

Confúcio

Relatei aqui algo que aconteceu numa casa espírita (kardecista), mas isso poderia ter acontecido em qualquer casa cristã, onde o humano em Deus é verdadeiramente humano!

CONTE SUA HISTÓRIA PARA A MARIA TE VIU!

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